EU, ESCAFANDRISTA

     

Terça-feira, Agosto 14, 2007

 

"Dois amores- de paz e desespero-
Eu tenho que me inpiram noite e dia:
Meu anjo bom é um homem puro e vero;
O mau, uma mulher de tez sombria.
Para levar a tentação a cabo,
O feminino atrai meu anjo e vive
A querer tranformá-lo num diabo,
Tentando-lhe a pureza com a lascívia.
Se há de meu anjo corromper-se em demo
Suspeito apenas, sem dizer que seja;
Mas sendo ambos tão meus, e amigos, temo
Que o anjo no fogo já do outro esteja.
Nunca sabê-lo, embora desconfie,
Até que o meu anjo contagie."


"Como imperfeito ator que em meio à cena
O seu papel na indecisão recita,
Ou como o ser Violento em fúria plena
A que o excesso de forças debilita;
Também eu, sem confiança em mim, me esqueço
No amor de os ritos próprios recitar,
e na força com que Amo me enfraqueço
Rendido ao peso do poder de Amar.
Oh! Sejam pois meus livros a eloqüência,
Áugures mudos do expressivo peito,
Que Amor implorem, peçam recompensa,
Mais do que a voz que muito mais tem feito.
Saibas ler o que o mudo amor descreve,
Que o fino Amor ouvir com os olhos deve."


William Shakespeare






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Quinta-feira, Agosto 09, 2007

 
Primeiro de tudo, queria agradecer os comentários... valeu mesmo, gente! É um estímulo.... quem é bloggueiro sabe! eehehhehe

Quem quiser que eu linke algum blog/ flog, é só dizer! :)

Segue abaixo o texto, na íntegra, que saiu da CAL no Jornal do Brasil, neste último domingo.

É ou não é um cantinho do céu? Quem faz, sabe...

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Talentos em construção
Tania Neves



Olhando da Rua das Laranjeiras, a simpática subidinha sem saída que leva à Casa das Artes de Laranjeiras, ladeada por sobrados com quintais, é das mais charmosas. Alguns passos à frente, diante do portão da CAL, a visão é de uma escadaria de perder o fôlego. Mas quem sobe até o fim descobre um casarão cheio de vida e histórias. Igualzinho acontece com a profissão de ator: vários a paqueram atraídos só pelo glamourzinho da rua, sem levar em conta a fileira interminável de degraus. Se não encontram fortes motivação para seguir, vão ficando pelo caminho. "Tem muito pé de jaca naquele quintal. Às vezes subia sem a menor pressa, saboreando o cheiro maravilhoso", suspira Camila Morgado, um dos inúmeros talentos que a CAL formou em seus 25 anos e que hoje têm presença destacada no teatro, na TV e no cinema brasileiros.


As bodas de prata estão sendo festejadas num canteiro de obras, na Glória, onde o quarteto de diretores e coordenadores da casa - Eric Nielsen, Gustavo Ariani, Hermes Frederico e Alice Reis - toca a reforma de um sobrado de 1867 para abrigar o Instituto CAL de Arte e Cultura, que está saindo do forno e lançará em 2008 o curso superior de ator com a grife da mais querida escola de dramaturgia do Rio. Nos palcos, a comemoração fica por conta da vinda do Centro de Pesquisa Teatral (CPT) de Antunes Filho, com as peças A pedra do reino e Prêt-à-porter 8 e 9. "Fico muito feliz de participar dos 25 anos da CAL, que sempre me acolheu tão bem. Tô mandando o pessoal, mas não vou para o Rio, não", prevê Antunes, dizendo-se estressado com a crise nos aeroportos e ocupado com a montagem de sua próxima peça, Senhora dos afogados, de Nelson Rodrigues. "Mas esse troço vai ser tão bom que talvez eu até fique por aí".


A história da CAL começa ainda antes de 1982, ano da fundação, quando o professor da UNI-Rio Eric Nielsen esquadrinhou alguns bairros da Zona Sul atrás de um lugar em que pudesse montar uma escola de teatro independente, sonho dele e de Gustavo Ariani que recebeu a adesão do crítico Yan Michalski. A casa abandonada, e parcialmente incendiada, no topo da Rua Rumânia, que abrigara a primeira embaixada da Romênia no Brasil, pareceu ideal. Negociações feitas, foi ali, no número 44, que nasceu a CAL. Para quem se interessa por numerologia: na Rua Santo Amaro, onde operários correm contra o tempo para reerguer o sobrado onde funcionará o Instituto CAL, a plaquinha na fachada tombada - e em processo de restauração - também exibe o número 44. "Não foi o motivo da escolha, mas a coincidência nos deixou realmente encantados", revela Gustavo.


O diretor Gerald Thomas, escalado para o workshop de três dias que marca este mês a abertura do período letivo na casa, inspira-se no autor da Torch song trilogy para mensurar o valor da CAL: "Se Harvey Fierstein disse certa vez que 80% do teatro e do cinema americanos saíram do La MaMa, acho que o mesmo pode ser dito em relação à CAL e à cena carioca. Olhem a Camila (Morgado), o Bruce (Gomlevsky) e o Ivan (Sugahara), entre outros...". Segundo Gerald, os diretores da casa deram bom seguimento ao sonho de Michalski, "um visionário polonês que sabia que a cultura iria virar uma mixaria, um troco de nada, um zero atrás de uma vírgula". Para o diretor, a CAL, no Rio, funciona como uma "resistência", um lugar - junto com a UNI-Rio - onde o ator jovem ainda pode nutrir-se de cultura e de perspectiva histórica, entre outras coisas: "Para perceber que o mundo não gira em torno do próprio umbigo, e que a História do mundo não começou com o FHC nem com o Lula", completa.


Abrir o leque de opções e engordar a bagagem de conhecimentos. Essas foram as duas principais funções da CAL para Camila Morgado e Marcos Palmeira, dois dos mais ilustres ex-alunos. Vinda de oito meses de Tablado e cursinhos livres em Petrópolis, onde morava, Camila confessa que não tinha muita noção de como tocar a carreira de atriz quando desembarcou na escola de Laranjeiras. Aprendeu lá. "Tive professores maravilhosos que me deram um caminho, clarearam as coisas para mim. Também a partir da CAL fui trabalhar com o Gerald Thomas e estudar com o Antunes Filho em São Paulo", avalia a atriz, que ao fim do curso no Rio estava decidida a enfrentar a longa fila do CPT para tentar um teste, quando o próprio Gustavo se dispôs a ligar e disse a Antunes que tinha uma ótima aluna doida para estudar com ele. "O Antunes respondeu: 'Traga a menina'. E assim furei a fila", ri Camila, que fez o teste no CPT, passou e estudou lá por dois anos.

Marcos Palmeira foi aluno da primeira turma do curso de formação, que começou em 1983. Filho do cineasta Zelito Viana, Marcos já fizera cinema e tinha seu registro de ator, mas queria se aprimorar - estudar Stanislavsky e Brecht, essas coisas. Morava perto, então passava quase o dia todo na casa, da qual guarda as mais ternas recordações. Como o dia em que levou um pito - carinhoso, mas pito - de João das Neves. "Ele me disse: 'O dia em que você resolver levar a sério, vai ser um grande ator'. Tinha toda razão, eu levava as coisas meio na brincadeira mesmo, porque representar já era uma realidade para mim. Talvez eu pudesse ter sido um pouco mais rigoroso nos estudos teóricos, isso eu acho", recapitula Marcos. Fora isso, o ator ressalta a chance inigualável de ter tido professores como o próprio João, Beti Rabetti e Yan Michalski. E diz que os funcionários da casa também lhe deixaram saudade, sempre viajando com os alunos nas necessidades de cada um.

Hoje, Claudete Oliveira, a Dete, 47 anos, é uma dessas auxiliadoras de sonhos: responsável pela salinha dos figurinos, é a ela que recorrem os alunos quando precisam incorporar um tipo qualquer para uma cena. Ela ajuda a escolher a roupa e faz os ajustes necessários. "Trabalhava antes com protético. Aqui descobri um mundo novo. Adoro essa garotada", diz. Da parte de Eric, Gustavo e Hermes, o esforço foi sempre para pôr dentro da escola os maiores nomes da dramaturgia, levando suas experiências aos alunos. Além dos 45 professores fixos, foram mais de 50 feras dando aulas inaugurais inesquecíveis nesses 25 anos em que uns 1.500 alunos terminaram o curso regular e cerca de 2.500 fizeram cursos livres. Os espetáculos de formatura - sempre dirigidos por nomes de peso como Gerald Thomas, Moacyr Góes, Amir Haddad e Bia Lessa, entre outros - marcam-se a cada ano como sucesso de público na cena carioca. "Isso tudo é o que nos alimenta", diz Hermes Frederico. "Aqui aconteceram coisas fantásticas na vida de todos nós, como o dia em que eu assistia a uma aula inaugural dada pela Cleyde Yáconis e disse a ela: Temos que montar algo juntos. Que tal Longa jornada noite adentro? Ela respondeu: 'Há 50 anos quero montar esse texto!' Foi um sucesso em 2002 no CCBB, com ela e Sérgio Britto, arrebanhando os principais prêmios da dramaturgia", lembra Hermes, que não fica só nas recordações sérias: "Outra coisa que é sinônimo de CAL, para mim, é a exigente platéia de miquinhos: tem vezes que a gente está ensaiando um texto ao ar livre e eles surgem em grupo e começam a atirar amêndoas".

Essa naturalidade de fazer as cenas dos ensaios em todos os cantinhos do casarão encantou também Bruce Gomlevsky, que depois da CAL trabalhou com Gerald Thomas e estourou para o grande público com sua interpretação de Renato Russo. "O principal que a CAL me deu foi a chance de conviver com pessoas que me apontaram uma certa maneira de ver o teatro. Além da oportunidades de fazer grandes amigos".


Taís Araújo é um caso à parte na CAL: volta e meia a moça está de volta às salas de aula, e até ela já desconfia que nunca termina o curso para ter sempre a desculpa de retornar a um lugar tão fascinante. "Comecei lá com 16 anos, mas tive que sair para fazer Xica da Silva e demorei uns dois anos para voltar. Mas novamente não cheguei a me formar, por dificuldades de horário. Vira e mexe, acho uma brechinha de tempo e peço ao Hermes para me matricular em alguma coisa", conta Taís, outra que se lembra primeiro da interminável escadaria quando vasculha suas memórias sobre a casa. O elevador do plano inclinado - sim, existe um, mas que leva apenas cinco passageiros por vez e tem horário de funcionamento bem reduzido - só é lembrado nos momentos em que estava em manutenção e obrigava todo mundo, querendo ou não, a subir usando as canelas. "Eu estudava de manhã, chegava com aquela preguiça matinal... Era um sofrimento danado quando o elevador estava em manutenção ou já tinha parado, por causa da hora. Aí era encher o pulmão de ar e curtir a natureza na subida". No veterano ator Sérgio Britto - padrinho da CAL, com Glorinha Beuttenmüller - nunca baixou esse espírito ecológico ao se deparar com a plaquinha elevador fora de serviço: "Uma vez até aceitei a sugestão de alguém para entrar por uma ruazinha lá do outro lado, por dentro de uma academia de tênis, e descer umas rampas até chegar à casa. Tudo para evitar os degraus! O fato é que havia chovido na véspera, as tais rampas eram inclinadíssimas, escorreguei, me sujei... Mas sabe que ainda preferiria passar por aquilo de novo a ter que encarar as escadas?", ri Sérgio, lembrando que nem mesmo a tese científica de Glorinha Beuttenmüller o animava a tentar. "Ela dizia que a gente tinha que subir de lado, para não enfrentar a pressão atmosférica. Este seria um modo de enganar, de driblar. Dizem que dava certo, não sei".


O primeiro curso da CAL, que durou seis meses, foi dado por Sérgio e Glorinha, e foi a partir da boa avaliação das aulas e do conteúdo, feita pelo MEC, que veio a autorização para iniciar a formação. O ator voltou - e promete continuar voltando - muitas e muitas vezes para módulos especiais e aulas inaugurais. Essas, ele começa sempre com a mesma frase de impacto, que já entrou para os anais da casa: "Estou aqui para dizer a vocês que desistam do teatro, porque, no Brasil, trabalhar com teatro não dá certo". Diante de caras assustadas e até incrédulas, o ator emenda logo a segunda frase: "A não ser que o teatro seja uma necessidade absoluta para vocês. Senão, não façam". Segundo Sérgio, o objetivo é estabelecer de cara, em cada um, um debate interno sobre se aquela é ou não a sua praia. "Quando vejo que alguém tem muita vontade de ser ator, mas não tem mais nada além disso, desestimulo logo. Mas há os que teimam de uma maneira fantástica. Eles ensaiam seus textos, incorporam um falso ar dramático e pedem pra eu ver de novo. 'Não melhorei?'. Eu digo: não! Seus olhos continuam parados e você diz vários textos e nada muda no seu rosto, nos seus olhos. Você não é ator".

Tamanha sinceridade nem sempre é bem vista - mas ajudaria a economizar tempo e evitar frustrações. Na CAL, que é uma escola de excelência, cerca de 20% dos que começam o curso de formação desistem nos primeiros semestres e nunca mais retornam. Alguns trancam e voltam depois. Uma das atuais turmas de formandos, por exemplo, começou com 40 alunos e chegou a ter 17. Com o retorno de alguns antigos, chegará à formatura com 21. "Eu mesma nunca tinha feito nada de teatro antes daqui. Vim mais porque sou de Cabo Frio, queria morar no Rio, e fazer teatro era algo que me agradava", conta Gal Tardelli, 22 anos, que semana passada aproveitava uma folguinha com três colegas para ensaiar um pouco na piscina, um platô com chão de pedras que estranhamente tem esse nome. "Assim como poderia desistir, por causa do ritmo puxado, aconteceu o contrário: me envolvi tanto com o teatro, a história da dramaturgia, os grandes clássicos, que isso passou a ser a minha vida. Todo o resto foi para segundo plano", completa. Débora di Paula, 23 anos, outra do grupo, veio para o Rio atrás de faculdade de jornalismo e encontrou também no teatro uma paixão. Daniel Siqueira, 21, tem um perfil parecido com o daquela Camila Morgado que chegou de Petrópolis em busca de novos caminhos: em Teresópolis, o rapaz bateu ponto em todos os cursos livres de teatro que havia, e precisava expandir os horizontes. Por fim, Sabrina Stocco, 25 anos, é uma das que começaram cedo (aos 18): trancou para se dedicar ao curso de publicidade e agora finalmente se forma.

Por que o CPT do paulista Antunes Filho foi convidado para festejar no palco os 25 anos da CAL? Para Hermes e Gustavo, a Casa das Artes de Laranjeiras pode ser considerada o braço carioca do CPT, assim como Antunes em São Paulo é quem mais representa o espírito da CAL. E o diretor paulista encanta-se com a oportunidade de trazer ao Rio seus espetáculos recentes justamente para essa comemoração. "Buscamos coisas parecidas no teatro, fazemos um teatro experimental. O CPT procura o homem real brasileiro e não o teatro do espetáculo, como tanto se vê por aí. O nosso é um outro tipo de teatro, o que foge do consumismo. O mais difícil hoje é mostrar o real, todo mundo só que viver na ficção do espetáculo", diz Antunes. No Espaço Sesc, em Copacabana, os trabalhos apresentados serão Prêt-à-porter 8 e Prêt-à-porter 9, em sessões intercaladas terça e quarta-feita desta semana e da próxima. Já A pedra do reino ficará em cartaz de 10 a 26 deste mês, no Sesc Tijuca, em um novo espaço que será inaugurado.



Curso Superior em Sobrado Restaurado



É sem papas na língua que Eric Nielsen explica por que a CAL demorou tanto para criar seu curso superior de teatro: " Quando a gente começou na casa, não havia um corpo de professores bacana para isso. Na UNIRIO, onde eu mesmo trabalhava, os professores eram os atores que não deram certo. Acho que nesses 25 anos houve uma evolução boa na formação da mão-de-obra", afirma. O curso será inaugurado em 2008, com uma turma por turno, e os alunos se dividirão entre o espaço da Glória e de Laranjeiras. O 44 do Santo Amaro tem projeto do premiado arquiteto Ernani Freire ( Parque das Ruínas) e contará com um café-teatro no primeiro piso e um espaço para apresentações no segundo, com capacidade para 100 pessoas- e que será batizado de espaço Sérgio Britto. Nos outros dois andares, haverá camarins, estúdio de TV, oficinas de cenário e figurinos, além de espaços administrativos.


[ 05/08/2007 ]




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Segunda-feira, Agosto 06, 2007

 
Primeiro dia de aula. Tem melhor dia no semestre???

Aquela saudade, aquela vontade de contar as novidades, de resumir toda a saudade em um único abraço forte e apertado em alguém especial, ou em várias pessoas especiais. A expectativa dos novos professores. Qual será a nova sala?

A verdade é que a minha turma na CAL é exatamente assim: somos um grupo. Todos são especiais. Apesar das diferenças, dos stresses no decorrer do semestre... isso tudo faz parte do convívio, não é mesmo? Somos um grupo porque estamos sempre bem humorados, brigamos freqüentemente, criticamos tudo na maioria das vezes e, acima de tudo, simplesmente somos apaixonados pelo o que fazemos.

Que esse semestre seja incrível, como todos os outros.

Arrasaaaaaaa, REG II F!!!!!!!!!!!




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Domingo, Agosto 05, 2007

 
Sinceramente, estou de saco cheio desses filmes comerciais.

Sábado à tarde. Friozinho. Tem algo melhor do que assistir uma sessão de cinema? Mas, ao abrir o jornal, eis que me desiludo: encontro filmes como Harry Potter e a Ordem da Fênix ( tudo bem, aplaudo a fodona que ficou trilionária por causa de um bruxinho pegajoso. Mas 5 filmes daquele menininho gay, não há estômago que agüente!), A volta do Todo-Poderoso ( ah não.... ele voltou????) , Quarteto Fantástico ( cruz credo!).

É... tava foda... queria um filme diferente, assistir um bom filme. Gosto daqueles filmes que quando saímos da sala de cinema, estamos ainda mergulhados na história, demora pra dar o clique da vida real. Isso, pra mim, é um bom filme. Naturalmente, isso demora pouco tempo, mas acho que 10 segundos que um espectador pegue do seu dia para refletir sobre a história, já é o suficiente- o filme já teve sua missão cumprida. Tem uns que eu reflito somente na hora, outros porém, passo noites refletindo, me lembrando das frases, dos silêncios, do que foi dito e do que era pra ser dito.

O que eu acho mais curioso nisso tudo, é que são raríssimos os filmes contemporâneos que conseguem me tocar. Acho que os diretores de hoje, não passam de master-técnicos, preocupados mais com o efeito, com a beleza da cena, do que com o conteúdo, com as pausas, com os silêncios. É tudo muito rápido, cenas curtas, cortadas, que entram no filme porque não dizer, jogadas. Em que filmes de hoje, vemos cenas belíssimas como a de "Rocco e seus Irmãos", de Visconti, ou de "Uma Rua Chamada Pecado", de Elia Kazan?

Aliás, Uma Rua Chamada Pecado foi um dos filmes mais lindos que assisti. Um filme relativamente simples de conteúdo técnico, mas elaboradíssimo na história, na trajetória das personagens. Vivien Leigh dá um show, Marlon Brando, nem se fala. Todos os dias, antes de dormir, penso em uma certa Blanche, que já tinha sido garota de programa, cujo maior equívoco foi confiar "na bondade de estranhos"...



Fui assistir Agulha no Palheiro, de Alex Viany, 1952, que conta a história de Mariana, uma jovem provinciana, que chega ao Rio de Janeiro à procura de um rapaz chamado José da Silva, pois estava grávida. Como achar um José da Silva no Rio de Janeiro? E eis que a saga começa. Passam-se momentos deliciosos, em que vemos a Copacabana e o carioca em si de 1952, além da música-tema "... te encontrar, aqui no Rio de Janeiro, é o mesmo que achar, uma agulha no palheiro..."... um roteiro simples, porém, muito bem bolado, não? E podem ter certeza, ficou na minha cabeça. Não tanto como "Uma Rua Chamada Pecado", mas que ficou, ficou.

Acho que estou muito velha pra nossa época. Por quanto tempo vou conseguir me livrar do bruxinho gay e pegajoso?




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Sexta-feira, Agosto 03, 2007

 
Divulguem!

Agora com esta história do 'Chip', o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou. É só comprar um novo chip por um preço médio de R$ 30,00 em uma operadora e instalar em um aparelho roubado. Com isso, está generalizado o roubo de aparelhos celulares.

Segue então uma informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam, uma espécie de vingança para quando roubarem celulares.

Para obter o número de série do seu telefone celular (GSM), digitem *#06#. Aparecerá no visor um código de 15 algarismos.

Este código é único!!!

Escrevam-no e conservem-no com cuidado. Se roubarem seu celular, telefonem para sua operadora e informem este código. O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o 'Chip'. Provavelmente não recuperarão o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.

Se todos tomarem esta precaução, imaginem, o roubo de celulares se tornará inútil.

Portanto, anotem o seu número de série!

Interessante, não???




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Bem-Vindo(a)!

"Os escafandristas virão explorar sua casa, seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos".

Mural de Recados | Site de busca | Comprar

Dica:

Durante o mês de agosto, a Cinemateca do MAM apresenta uma seleção de 21 títulos dos mais importantes da história do cinema brasileiro E melhor ainda: é grátis.

Destaque:

Na foto, Ingman Bergman. Ele e Michelangelo Antonioni, que faleceram semana passada, deixarão saudade aos cinéfilos de plantão.

Frases da semana:

"Desacelera, desacelera".

"Vira, vira".

"Não dá, não dá. Ai, meu Deus".

Reprodução de parte do diálogo entre os pilotos da TAM, no avião em alta velocidade, na pista de Congonhas, antes do choque e da explosão.

"O caos aéreo é como uma metástase. A gente acha que está tudo bem, mas só descobre que o problema é bem maior quando ele ( o câncer) surge".

Lula

"Sou doutor em vaias. O PT me vaiava o tempo todo".

Fernando Henrique Cardoso

"Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas: uma para ouvir as vaias e outra para ouvir os aplausos".

Lula

"O PT tornou-se um partido eleitoralmente forte e politicamente fraco".

José de Souza Martins, sociólogo.

"Se quiserem brincar com a democracia, ninguém consegue pôr mais gente na rua do que eu".

Lula

"Os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo, porque são os que mais ganharam dinheiro no meu governo. A parte pobre da população é que deveria estar zangada".

Lula

" O Brasil está bem de medalhas, mas o Brasil tá ruim de dinheiro".

Camelô, explicando a desvalorização das cangas com estampas do Pan, de R$30 para R$10.

"É como se eu estivesse em campo com a camisa do Brasil".

Romário, convocado pela CBF, em Zurique, como um dos embaixadores da Copa de 2014, no Brasil.

"Tinha jogador que chegava ( no hotel) entre 4 e 6 horas da manhã bêbado".

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, explicando por que o Brasil foi mal na Copa da Alemanha, em 2006.

"Na vida, a gente tem que ser cobrado. Quando guiei na Europa, tomava mais cuidado porque lá as penalidades são maiores".

Nelson Piquet, tricampeão da F-1, na escolinha do Detran, após ter a Carteira de Habilitação suspensa, por superar limite de pontos por infrações.

"O meu maior prazer era entrar em uma sala com 40 alunos, explicar e perceber que eles aprendiam".

Dalva Fortunato, professora de uma escola estadual em São Paulo que abandonou 30 anos de profissão por ter sido ameaçada de morte por um aluno de 16 anos.

"Continuamos arianistas no nosso inconsciente e no nosso subconsciente. E até gritantemente no nosso consciente".

Lázaro Ramos, ator, reclamando de um site que elegeu apenas homens com traços europeus entre os 10 mais gatos do Pan

"É melhor ser a maior banda independente do Brasil do que a menor banda do mainstream".

Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, banda que resolveu viver à própria custa, sem vínculo com gravadora.

"Ando pelo país e nunca ouvi dizer que a atração ( o programa Zorra Total) é ruim: só falam que ela é péssima".

Chico Anysio, humorista

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